8 de set. de 2011

Mediunidade e Ansiedade

Embora essa questão seja bastante específica e a resposta varie de terreiro para terreiro, aliás como a maioria das questões, explanarei algum pontos que julgo importantes.

Em primeiro lugar é fundamental uma avaliação do médium com relação a Umbanda e suas próprias aspirações. É fundamental que o médium esteja absolutamente certo de que é isso que deseja para si, para sua vida. Que entende a Umbanda como uma forma de evoluir e não de resolver seus problemas.

Em segundo lugar vem a Casa que ele escolhe para realizar esse empreendimento. A Casa deve estar o mais próximo possível do que o médium entende, acredita e deseja para si. É fundamental que seja uma Casa séria e comprometida com a Caridade, ou seja, que seja realmente de Umbanda.
As diferentes ritualísticas da Umbanda servem exatamente para atingir as diversas aspirações.

O médium deve, portanto, escolher com muito cuidado a Casa que irá tornar sua, pois ela deverá ser o sustentáculo físico, a provedora de oportunidades para a consecução dos objetivos de caridade, fraternidade e evolução, pois o sustentáculo espiritual é a própria Umbanda.

Freqüentar a assistência assiduamente, observar, envolver-se, estudar… até ter certeza de que ali é o seu lugar.
Cada Casa tem um critério para ingresso na corrente mediúnica, procure saber qual é.
Ao ingressar para corrente, deverá seguir as orientações recebidas pelo dirigente ou pessoas a sua ordem.

Entender que não será apenas umbandista dos portões para dentro do terreiro, mas sim de coração, corpo e alma. Deverá dedicar-se, educar-se, doutrinar-se sempre segundo as orientações recebidas pelo dirigente. A sua conduta moral deverá ser constantemente vigiada, deverá lembrar-se que ao apresentar-se como umbandista fora do terreiro, terá a obrigação de honrar esse nome.

Participar de todas a sessões abertas aos médiuns novos, estudar com afinco e buscar sempre melhorar seus pensamentos, desejos e vontades. Buscar constantemente evoluir, para assim poder preparar o seu corpo e mente para ser um bom instrumento de entidades e guias que estão num patamar evolutivo muito superior ao nosso.

Buscar tudo isso irá facilitar a incorporação das entidades. Entregar-se de corpo e alma verdadeiramente. Não sentir medo, não querer correr.
É fundamental lembrar que é um momento de adaptação, onde tanto médium quanto entidade estarão se adaptando. Não pode haver pressa, pois
“A pressa é inimiga da compreensão“.

Agora, se você deseja saber em quanto tempo você estará incorporando, dando passes e consultas, eu respondo que só dependerá de você, da sua dedicação, empenho e preparo, seguindo sempre as orientações do dirigente da sua Casa, ou seja, da Casa que você escolheu.

Trabalhos com espiritos sem luz "Eguns" nas sessões de umbanda

No trato com obsessores, muito comum em alguns terreiros, existem pessoas experientes sem saber o que fazer.
É muito importante que o Guia Chefe e seus médiuns conheçam ao menos as seguintes observações:

Não ficar com medo frente ao ataque de obsessores e obsidiados.
A afinidade só existe entre ambos, não havendo real perigo entre o evangelizador e o doente.

Não comentar levianamente, após um caso destes, “chamando” este tipo de entidade para junto de si.
O esquecimento deve ser a chave-mestra nesses processos. Imaginem se um diretor de mesa Kardecista que só trabalha com esse tipo de espírito fosse ficar impressionado, falando disto após os trabalhos.

Ter confiança absoluta em seus Guias e no que eles poderão fazer nesses casos. Mas não fazer como aquela piada que diz que, na aplicação do Evangelho ao obesessor, o diretor dos trabalhos jogou com força o livro em cima do doente. Firmeza, mas não grosseria, é parte do perfil do umbandista.

Obesessão não é doença contagiosa. Frente a um ataque o Guia Chefe deve orientar os médiuns que segurem “pontos” e aos médiuns mais seguros que façam uma roda em torno do doente para “firmar” a evangelização.

Não dê muita conversa ao obsessor.

Para isto há trabalhos de desobsessão em determinados dias nos Centros Espíritas (sessão de Mesa), aos quais em certos casos, recomendamos após o tratamento.

Firmeza na linha de uma entidade (muitas vezes na linha de ogum) e o pedido firme para que o obsessor acompanhe Entidades de luz que se apresentam para levá-lo a locais de internação espíritual e tratamento.
No caso de renitente desobediência, são chamados à Linha de Exus para que atuem.

As más qualidades de um "MEDIUM"

A presunção de achar que só incorpora espíritos extraordinários, MELHOR do que os outros ou que incoporra a própria DIVINDADE. Isto é mais comum do que parece.

Os mercenários que só trabalham por dinheiro ou beneficios, achando que aqueles que batem-lhe à porta vêm “aborrecer” sua folga.
Por isto, devem pagar, e muito bem, pelos seus “serviços”.

Os que acham que os Guias é que devem servir seus caprichos e que, nunca ao contrário, são instrumentos ou fazem parte de uma equipe de trabalho.

Invocam-nos para punir ou perseguir pessoas que são seus DESAFETOS, sem importar-se com a JUSTIÇA DIVINA.

Os ambiciosos que entram na mediunidade porque não terão patrão, ganharão muito dinheiro e se aposentarão cedo, ambicionando mansões e carros importados à custa de sua mediunidade, sem a menor fé.

Os suscetíveis a não escutar, jamais, quando uma entidade resolve dar-lhes conselhos ou nunca aceitam a sugestão do dirigente. Magoam-se por qualquer coisa.

Os levianos que adoram DIVERTIR-SE com os defeitos alheios e vão às sessões para DEBOCHAR de tudo o que vêem à sua volta.

Os que gostam mesmo de MISTIFICAR (Mentir, enganar) porque não acreditam estar incorporados por serem CONSCIENTES (em maior ou menor grau).

Os que não têm tato com o público, sendo grosseiros, impacientes, brutais e desumanos.

Os que mesmo não encontrando problemas, não se importam de chegar atrasados ou de faltar as sessões. Muitos deles trocam uma sessão por qualquer festa do bairro, nos fins de semana.

Os que comparecem ás vésperas de festas de terreiro apenas para divertir-se. Durante o ano inteiro desaparecem.

Os que não encontrando-se em condições físicas ou psíquicas, resolvem INCORPORAR de qualquer jeito, criando o hábito da mistificação (mentir, enganar)
Os que julgam melhores porque são mais antigos e experientes ou porque são jovens e de “cabeça aberta” achando ambos terem toda a verdade do mundo.

Os excessivamente tímidos, nunca permitindo uma incorporação completa.

Os ligados a espíritos sofredores e nunca percebem estar precisando de tratamento espíritual (os outros é que precisam).

Os que se fecham em suas casas, implantando a desconfiança em seu coração.

A pior qualidade:
os que não desejam aprender porque tudo sabem, esquecendo-se de que são membros ativos de um complexo físico e espíritual.

Quanto ás boas qualidades de um médium, cabe apenas uma recomendação:
o desejo sincero de não ter todos os vícios acima e lutar sinceramente contra eles.


Os Erros dos Médiuns em suas ditas "Incorporações"

O dito médium diz estar incorporado com a candura de um preto-velho.
O médium apresenta sinais de brutalidade, impaciência, linguagem grosseira, tudo contrariando o caráter de uma entidade de tal calibre.

Ou estamos frente a um espírito mistificador ( e portanto perigoso) ou o médium está mistificando (mentindo, engando). De qualquer maneira, cabe ao Guia Chefe não permitir, sob hipótese alguma tais comportamento.

Um caboclo ensina receitas infalíveis para separar casais, abortos, matar alguém e coisas assim. Nenhuma entidade de UMBANDA faz isso, nem mesmo um EXU.

O médium sempre incorpora determinada entidade que pertuba o trabalho dos demais: barulho execessivo, quer “comandar” os trabalhos tirando a autoridade espiritual do Guia Chefe, tem comportamento totalmente diverso do padrão existente.

É aí que aparecem os pretos-velhos sensuais, os caboclos desordeiros, exus bêbados e as pombagiras apresentando defeitos físicos (exceto os casos de espíritos obsessores, zombeteiros).

Um espírito de luz jamais ameaça, promete arrebentar com a vida do fulano, amaldiçoa.

Cuidado!

Após o trabalho, o dito Exu ou o Preto Velho cai em coma alcoólico.

Um espírito, ao “subir”, leva todos os resquícios de alcoól, não deixando hálito no médiun. Isto acontecendo mais vezes exige atitude firme do Guia Chefe.

O Exu quer bebidas caras, gelo, cereja ou azeitonas em suas bebidas.
Isso são hábitos do médium e não do espírito.
Em alguns terreiros Exu bebe cachaça no chão e não se queixa.

Um Exu, uma Pombagira, nunca desce para ficar apenas dançando no salão.

Uma entidade sempre vêm para trabalhar e não pra fazer bonito.

Modalidade nova são os pretos-velhos centenários (apresentam-se sob esta forma) e os sisudos caboclos em graciosas coreografias.

Lugar de entidade trabalhar é dentro do salão.

Já ouvi falar que em alguns locais, Exus que terminaram a sessão no bar da esquina ou na encruzilhada.
Incorporados com o uniforme.
Nem Exu nem “Cosme” vêm apenas para fazer bagunça.

Execessos devem ser controlados.

Há padrões de nomes, pontos, cores de roupas e comportamento entre entidades, apesar de serem espíritos de “mortos” costumam adotar nome padrão e comportamento de suas falanges. (existem excessões porém tudo com fundamento).

O mesmo vale para pombagiras com nomes curiosos como “Maria da Conceição, Vovó Padilha, Anjo Azul, Greta Garbo”, cuja imaginação do médium poderá ir até em colocar-lhes como nome uma palavra chula.

Uma entidade verdadeira precisa trazer uma mensagem consistente ou, se não for permitido pelo Alto, dizer que isso não poderá ser dito. Estranhe entidades que nunca dizem algo de valor.

Um Exu costuma ser mais “pedichão” do que os outros Guias de umbanda. Mas há diferença entre um Exu que pede uma bebida ou uma oferenda simples para aqueles que pedem um carro, ou que paguem as prestações do “cavalinho”, ou que pedem uma reforma no salão. Cuidado!

Uma entidade aprende a falar português, pois usa um médium que fala esta lingua. Isto é automático.
Um espírito que vem numa roda de umbanda vêm para trazer uma boa mensagem, tanto para o consulente como para os médiuns.

Cuidado com entidades que, durante muito tempo, ninguém consegue entender o que dizem.

Humildade e simplicidade são leis de Umbanda.

Entidade não vêm para o luxo, nem exigindo aparato. Isto são idéias próprias do Chefe do terreiro ou de seu corpo mediúnico.

Há hora para começar e terminar um trabalho.

A pontualidade é sagrada para as entidades que tem outras atividades importantes a fazer.
Nenhum espírito sério tem permissão para prorrogar horários indefinidamente sem que haja necessidade extrema.

O Guia Chefe deve intervir de imediato.

Nenhuma entidade sai de uma roda de trabalho para atender “Lá fora” sem permissão do Guia Chefe.

É perfeitamente possivel um médium ser abandonado por suas entidades que se recusam a incorporar devido a problemas de conduta.

Nestes casos os médiuns costumam ser alertados com bastante antecedência antes de acontecer.
Mas a perda da mediunidade nem sempre é punitiva.
Poderá ocorrer por esgotamneto físico do trabalhador (ou doenças) ou sob lincença da entidade-guia para resolver problemas como excesso de estudo, trabalho, família, etc.

Uma entidade, mesmo que tenha o mesmo nome, nunca é exatamente igual a outra. Contudo, como já foi dito, há padrões básicos.
Nenhuma entidade desmerece o trabalho de outra ou diminui a autoridade da Entidade-guia (anjo da guarda, Mentor, Orixá) do médium.

Uma mensagem como esta merece ser analisada com todo carinho pelo Guia Chefe.

Atitudes que Drenam a Energia do medium

1. Pensamentos obsessivos - Pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos - mal comum ao homem ocidental, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.

2. Sentimentos tóxicos - Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.

3. Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo - Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.

4. Fugir do presente - As energias são colocadas onde a atenção é focada. O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: “bons tempos aqueles!”, costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.

5. Falta de perdão - Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. Mais do que uma regra religiosa, o perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e si mesmo, fica ”energeticamente obeso”, carregando fardos passados.

6. Mentira pessoal -Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouquíssimo esforço.

7. Viver a vida do outro - Ninguém vive só e, por meio dos relacionamentos interpessoais, evoluímos e nos realizamos, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.

8. Bagunça e projetos inacabados - A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro “escape” de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe “diz” inconscientemente: “você não me terminou! Você não me terminou!” Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da terminação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.

9. Afastamento da natureza - A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.

Novamente - posicionar os móveis de maneira correta, usar espelhos para proteger a entrada da casa, colocar sinos de vento para elevar a energia ou ter fontes d’água para acalmar o ambiente são medidas que se tornarão ineficientes se quem vive neste espaço não cuidar da própria energia. Portanto, os efeitos positivos da aplicação do Feng Shui nos ambientes estão diretamente relacionados à contenção da perda de energia das pessoas que moram ou trabalham no local.
O ambiente faz a pessoa, e vice-versa.

Guias na Umbanda para que Serve?

As GUIAS usadas na Umbanda são aqueles colares coloridos que os médiuns utilizam nos trabalhos, fazendo parte do uniforme do Umbandista.

Estes “colares” são verdadeiros pára-raios em defesa dos os médiuns.
É um objeto no qual os Guias e Protetores imantam com determinadas forças para servirem de instrumentos em ocasiões precisas.

A Guia é então, uma das muitas ferramentas utilizadas pelo médium que serve como defesa deste que, muitas vezes, se vê obrigado a entrar em contato com energias às quais ele não poderia suportar, daí a explicação para as guias que arrebentam de repente. Por ser de material altamente atrativo, a guia recebe toda a carga negativa que foi direcionada ao médium e arrebenta.

A guia não serve somente como proteção do médium. Esta tem muitas outras utilidades como, por exemplo;
-serve como instrumento de ligação psíquica entre Médium e Espírito,
-serve como instrumento de tratamento,
-serve como material de trabalho das Entidades, atraindo ou emitindo energias e etc.

O significado da Incorporação

Incorporação; ação de incorporar;
1. dar forma corpórea a:
2. juntar num só corpo:
3.unir, ligar, reunir (em um só todo):
4 agregar (pessoa física ou jurídica) sob a forma de companhia ou sociedade por ações, cotas, com um fim de construir edifícios, etc;
5 tomar corpo, 6 ingressar em; reunir-se, juntar-se.

Eis toda definições contidas no dicionário, mas falando no sentido espiritual qual seria seu real significado?

Muitos têm uma visão ou concepção errada do verdadeiro sentido de incorporar nos dias de trabalhos espirituais, tendo em vista a falta de informações, pois existe um dogma muito antigo que o médium é simplesmente um cavalo ou como alguns guias costumam chamar seus médiuns de meus burros, alguns até tem outras concepções bem melhores como que médiuns são canais de comunicação do plano espiritual para com o plano físico, que em termos estão corretos, mas incorporar não é somente ser um canal de comunicação, existe um propósito muito maior por trás desta faculdade mental que muitos praticam dentro dos templos.

A incorporação de nossos guias espirituais em nosso corpo físico além de ser uma troca contínua de fatores, tem como sentido principal fazer com que assimilemos e comecemos a manifestar em nossas vidas e para o nosso semelhante o que chamamos de sete linhas da umbanda que são as sete vontades de Deus (fé, amor, conhecimento, razão, lei, sabedoria e a vida).

Portanto, não é certo vestir o branco, que para nós representa a pureza, a fé e ser visto como um cavalo ou simplesmente só como um canal de comunicação do espiritual para o material, ai estaremos dando sentido ao termo querido que alguns exus se referem a nós.

Temos que nos conscientizar que em se tratando de plano espiritual ainda estamos engatinhando com relação ao conhecimento, mas por outro lado muito já foi aberto para nós através de psicografia de mestres espirituais, alguns talvez não aceitem o evoluir das coisas, (pois se tratando de Deus nada é estático tudo é movimento) simplesmente por causa de seus egos dominadores, pois se acreditam senhores do conhecimento Divino, e não pretendem dividir ou até mesmo perder seus discípulos para aqueles quem trazem algo diferente do que eles pregam, pois fazem da religião um verdadeiro mercado de seres humanos que inocentemente ou talvez ignorantemente fechem os olhos para as coisas que muitos fundamentam (dão fundamentos) que nos chegam para melhorar e caminhar de forma sábia naquilo que estamos praticando.

Hoje temos a nossa disposição vários livros fundamentando tudo aquilo que era oculto, ou talvez desconhecido, mas era conveniente falar oculto, pois não tinham que explicar minuciosamente, aonde poderiam se complicar ou complicar mais ainda em nossas cabeças, mas isso é passado hoje em dia não tem conhecimento quem não quer, pois os livros estão todos aí à nossa disposição, basta querer ler.

Como diz o Mestre:

Nenhuma religião é melhor do que seu pior praticante, cada um é responsável por todos e vice versa, portanto quando a base da pirâmide é firme, nossas raízes nos levarão de volta as estrelas. E na espiritualidade de uma forma geral, todas as vias de crescimento para
o ser humano, colocadas por Deus à nossa disposição, são boas.

Procure não desenvolver dentro de si algum preconceito de que a minha é melhor, a do fulano é pior, pois todas são boas. Então, as pessoas que queiram se iniciar ou estão se iniciando, que façam sua caminhada sem temor. Confie que tudo está sendo conduzido pelo Superior.

Mas procure se instruir, procure aprender e não colocar bloqueios dentro de si mesmo, contra isso ou aquilo, mas sim ir até cada coisa e aprender sobre ela e delas extrair o seu juízo, a sua experiência, porque isso é que vai contar.

o que é o ato de bater cabeça na frente do conga ???

é uma demonstração clara de devoção à religião escolhida. Os católicos fazem o sinal da cruz e se ajoelham ao entrar na igreja. Os budistas, fazem três "prostrações" completas ao adentrar no Centro / Templo. Os muçulmanos, os judeus, os evangélicos, todos temos nossos rituais de devoção.
Mas, juntamente com essa devoção, o "bater a cabeça" traz o respeito e a confiança, traz a entrega total aos trabalhos que vão se desenvolver ali naquele momento.